Prevenir é melhor do que remediar

Algumas doses bem aplicadas de planejamento podem evitar muito sofrimento da sua família no período entre o início da situação de desastre e o começo do efeito positivo da recuperação.

A escala do que pode ocorrer a uma família como consequência de um desastre ou uma calamidade varia, desde uma leve inconveniência até situações de perda de vidas humanas, passando por estados como permanecer isolado ("ilhado"), desalojado ou mesmo desabrigado.

Sabe-se que apesar do heroísmo e altruísmo de muitos, a assistência organizada demora alguns dias para se estruturar e alcançar as famílias em dificuldade, mesmo quando elas não estão em localidades distantes. Em um dos melhores exemplos em caráter nacional, o Exército foi acionado no dia seguinte a um tornado registrado na região oeste de Santa Catarina. Estatisticamente é bastante rápido para o início do movimento da máquina governamental, mas ainda demora a surtir efeito prático, e quando o movimento começou, as vítimas nas 2.400 residências destruídas já haviam passado um final de tarde, uma noite inteira e uma manhã sem esse amparo.

Em alguns casos, há perdas irreparáveis para as quais simplesmente não há como desenvolver métodos de prevenção.

Mesmo quando as estruturas de assistência (Defesa Civil, entidades em geral, voluntários, etc.) começam a operar, o que elas oferecem pode não ser suficiente para colocar você de volta nos trilhos, e o retorno à rotina pode demorar muito tempo, dependendo do grau com que você vá ser atingido.

Em alguns casos, há perdas irreparáveis para as quais simplesmente não há como desenvolver métodos de prevenção. Mas para muitas outras situações existem ações simples que podem ajudar bastante a evitar uma catástrofe pessoal e familiar que continua indefinidamente mesmo depois que a água termina de baixar.

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CALAMIDADE.NET

Por Augusto Campos, Administrador, especialiasta em Gerenciamento de Projetos, criador do site Efetividade.net.

Preparação básica

  • Informe-se sobre os riscos potenciais da sua região.
  • Identifique abrigos e rotas de fuga.
  • Planeje como suportar emergências em casa e fora dela.
  • Selecione os equipamentos e suprimentos necessários.
  • Crie um plano de comunicação familiar.
  • Conheça e acompanhe os sinais de alerta.

Identifique os seus riscos

Inundação, deslizamento, desabamento, tempestade, vendaval, tornado, furacão, blackout prolongado, falta de água prolongada, interrupção nos transportes, bloqueio de acessos, interrupção de serviços de saúde, vazamento tóxico, etc.